NOTA DE SOLIDARIEDADE DA CSP-CONLUTAS À GREVE GERAL DOS METALÚRGICOS DA COREIA DO SUL - KMWU
Saudamos a luta dos metalúrgicos coreanos por 3 eixos centrais que são também a luta da classe
trabalhadora no mundo inteiro:
1. Direito à negociação com as contratantes principais: Contra a terceirização e pela
responsabilidade de quem de fato controla as condições de trabalho.
2. Proteção do emprego frente à IA e automação: Quem decide a entrada da tecnologia na fábrica
deve ser também o trabalhador, não apenas o capital.
3. Negociação por ramo/setor: Pela valorização do salário mínimo da categoria e pelo fim da
desigualdade.
Repudiamos a recusa dos grandes grupos empresariais em cumprir a lei aprovada em agosto de
2025 que reconhece as contratantes principais como passíveis de negociação. 76 sucursais que
representam 21.189 trabalhadores exigiram negociação com 24 empresas e ninguém respondeu.
Isso é ataque à organização sindical e à democracia.
A mesma lógica de reestruturação, demissões e retirada de direitos que ataca os trabalhadores na
Coreia ataca também no Brasil e na Europa. Por isso nossa resposta precisa ser internacionalista.
A CSP-Conlutas exige:
1. Negociação de boa-fé imediata do governo coreano e dos patrões com o KMWU
2. Respeito integral ao direito de greve e organização sindical
3. Fim da precarização e garantia de emprego frente à transição industrial com IA
4. Valorização salarial e redução da jornada sem redução de salário
Como afirmamos no ICOG: Nenhuma luta deve ficar sozinha. A vitória dos metalúrgicos coreanos
será a vitória de todos nós.
Todo apoio à Greve Geral de 15 de julho!
Trabalhadores do mundo, uni-vos!
Em solidariedade,
Secretaria Nacional de Metalúrgicos da CSP-Conlutas
Brasil
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